Um Unicórnio Fashionista

Capas

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Eu ADORO capas. Na verdade capas, kimonos, lenços mais compridos, pashiminas, essas soluções super simples na hora de mudar a cara do look (você joga por cima da roupa e de repente o look fica com uma cara nova). No inverno brasileiro elas são uma boa ideia, já que podem te ajudar a ficar quentinha sem ser tão pesadas. Fora o charme todo 🙂

  • Meninas mais baixinhas que tenham medo de que a capa “achate”, podem usar looks monocromáticos ou combinar a capa com vestidos e shorts.
  • Se você tem muito busto, prefira as capas mais compridas, sem botões e use com uma blusa por baixo que deixe um pouco do colo a mostra.
  • Use uma capa estampada ou com textura pra dar uma cara nova a um look básico.

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Listras e bolinhas

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Eu ando APAIXONADA por roupas com listras e bolinhas, principalmente em preto e branco. É um jeito fácil de usar uma peça com uma cara mais divertida e criativa e ao mesmo tempo manter uma carinha clássica.Listras são quase que uma estampa “básica” que até as meninas mais minimalistas podem usar sem medo e bolinhas são simplesmente… fofas!! Dá pra fazer um look ficar instantaneamente com uma carinha vintage, mais romântica ou despojada!

Algumas dicas:

  • Não existe isso de não poder usar listras finas ou grossas. O segredo é sempre o mesmo, provar, observar e se sentir bem.
  • Blazers, casacos, camisas, blusas mais formais e peças de alfaiataria listradas ou com bolinhas são uma boa forma de deixar o look de trabalho mais despojado e criativo sem sair do dress code.
  • Não sabe como combinar ? Use as cores das listras ou bolinhas como inspiração.
  • Quer começar a misturar estampas e não sabe como? Repita o padrão nas mesmas cores em tamanhos diferentes, por exemplo: uma blusa de listras fininhas + uma calça com listras largas.
  • Quer ousar um pouco mais na mistura de estampas? Junte listras e bolinas no mesmo look!! Use peças que tenham as mesmas cores e tamanhos diferentes.
  • Tanto listras quanto bolinhas são ótimas “estampas neutras”, principalmente em preto e branco, então você pode usá – las como básico e se divertir misturando acessórios coloridos.

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Rosa para eles

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Pra provar a versatilidade do rosa e acabar com essa bobagem de cor “pra mulher” e cor “pra homem”, hoje eu continuo com looks inspiradores na cor rosa, mas dessa vez pra eles!!

Percebam como qualquer cor pode ter várias interpretações dependendo do estilo de quem usa. Rosa é ótimo pra trazer mais personalidade pra peças básicas e modelagens mais clássicas.

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Depois de toda essa inspiração, nada de achar que o rosa (ou qualquer outra cor) é “bobinho”, ou difícil, certo?

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Cara nova no blog, post novo também!!

De vez em quando uma cor fica passeando na minha cabeça, chamando minha atenção, me fazendo pensar em possibilidades novas, ultimamente é o rosa!

Rosa pode ser uma cor bem controversa. Muitas mulheres tem medo de que seja infantil demais, bobo, açucarado ao ponto de enjoar. Acho que todas pegamos um pouco de trauma com a enxurrada de roupas (e acessórios, brinquedos, cadernos, qualquer coisa) da infância. Na busca por parecermos mais adultas ou mesmo para afirmar força, personalidade, independência, acabamos abandonando o rosa pelo caminho.

Acontece que rosa é apenas uma cor, e pode ter inúmeras conotações, depende do tom,  do look, da peça, pode ser moderno, forte, minimalista, sexy, adulto. Basta apenas encontrar a SUA maneira de usar.

Eu particularmente gosto muito de tons de rosa antigo combinados com cores neutras ou mesmo com outras cores fortes. Há algum tempo eu ouvi que combinar rosa e vermelho ou mesmo rosa e laranja ou roxo era polêmico. Gente! Não existe isso não!! Tudo é questão de provar, arriscar, abrir os olhos para novas possibilidades. O rosa pode ser muito mais versátil do que você imagina.

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Normalmente não posto fotos de crianças, mas não resisti.

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Eu não uso roupa curta

Eu não uso roupa curta. Já usei, quando era mais nova, principalmente porque minha mãe adora que eu use e eu ainda não tinha um senso de estilo próprio desenvolvido, mas já tem pelo menos dez anos que a barra das minhas saias e vestidos bate pelo menos no meu joelho, e eu gosto assim.

Não há senso de julgamento nessa minha preferência. Não acho errado ou certo usar nada mais curto ou mais comprido, simplesmente acho mais confortável me vestir como me visto. Me acostumei assim. Mas meu trabalho é pensar sobre como as pessoas se vestem e isso inclui pensar como EU me visto, e ultimamente essa minha preferência me deixou pensativa.

Já falei aqui algumas vezes que ando com vontade de comprar um short, acho que isso tem a ver com o fato de estar cada vez mais confortável com meu próprio corpo, mas ao mesmo tempo que tenho essa vontade, um pensamento continua me assombrando, um pensamento que assombra muitas mulheres: “Vale a pena a encheção de saco?”

Infelizmente, mulheres tem que se perguntar, todos os dias, qual o nível de “risco” das roupas que usam. Todas passamos por isso. Você coloca um vestidinho mais curto em um dia de calor e idiotas acham que isso é um convite ao assédio. Pode ser por palavras ou até mesmo, absurdamente, com ações, como se expor uma parte do seu corpo desse permissão pra invadir seu espaço.

Um dos motivos pra eu não usar roupas curtas é o falo de eu pegar muito ônibus. Mais de uma vez um homem parou atrás de mim em quanto eu subia no ônibus pra tentar ver minha calcinha, ou ficou olhando as minhas coxas enquanto estava sentado do meu lado. Minhas roupas mais compridas não são um salvo conduto, claro, a pior violência que já sofri foi um ônibus, usando camiseta, calça jeans e jaquetão de frio. Felizmente ficou apenas nas palavras e ameaças, mas me marcou profundamente. Eu não gosto de pensar nas minhas roupas como armaduras, mas acho que tem um pouco disso também.

Nós mulheres, quando somos agredidas, somos treinadas para pensar que devemos ter feito algo de errado. Pra acreditar que de algum modo provocamos. Eu não sei de onde vem esse pensamento, mas o identifico em mim, nas minhas amigas, nas minhas conhecidas. Minha maneira de tentar ficar um pouco mais “segura” foi usar roupas mais compridas. Não deveria ser. Mulheres merecem respeito estejam peladas ou de burca.

A culpa não é nossa. A culpa NUNCA é nossa. O nível de “encheção de saco” que uma roupa pode causar não deveria ser um fator na hora de escolher o que vestir. Eu falo aqui que roupa é expressão pessoal, então deve ser liberdade também. Temos que lutar, brigar, fazer um escândalo. Ninguém tem o direito de nos constranger ou julgar pelo que usamos.

Eu não uso roupa curta. Não sei quanto disso é a minha opção pelo conforto e o quanto é uma tentativa de proteção. Não sei o quanto eu consigo abrir mão dessa “proteção”, mas sei que não é justo me censurar pelo erro dos outros. Não é justo normalizar viver com medo. Eu deveria simplesmente usar o que quisesse, assim como qualquer mulher.

Vamos fazer um escândalo, meninas. Envergonhar e constranger os homens que não entenderem que somos donas de nossos corpos. Vamos gritar até que entendam que podemos nos expressar como e quando quisermos. Com nossas roupas curtas, nosso batom vermelho, ou mesmo com saias longas e sem maquiagem,  com nosso direito de gostar de sexo e de fazer sexo com quem e quantas vezes quisermos, com nosso direito aos nossos corpos. Respeito é direito básico. Se não entendem isso por bem, terão que engolir e entender na marra. Não podemos mais nos anular.

Sabem de uma coisa? Acho que no meu próximo pagamento eu vou me comprar aquele short…

 

Desculpas

Gente, peço desculpas pelo estado do blog, tão paradinho ultimamente. Além de consultora eu sou professora e esse último mês foi pesado preparando coisas pros meus alunos ( e ainda não acabou). Além disso, uma gripe chata me deixou derrubada uns dias.

A partir da semana que vem teremos posts três vezes por semana, segundas, terças e quartas e eu quero muito saber o que vocês querem ver por aqui. Deixem comentários ou, se quiserem, mandem email pra carolinabj@ig.com.br

Beijos e muito obrigada pela paciência.

Carol

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Meu aluninho de 5 anos resolveu ser stylist também e me deu uma coroa de fadinha pra usar. Não tem como negar, ele tem ótimas ideias!

As meninas de moletom

Parte do meu trabalho como consultora é observar as pessoas na rua e o que elas estão usando. Não como crítica, como pesquisa mesmo. Pensar em como e porque alguém se vestiu de determinada forma naquele dia é um dos meus passatempos favoritos, sempre tentando entender pedacinhos da personalidade daquela pessoa pelo que ela veste. Uma das minhas coisas favoritas por exemplo é observar velhinhas quando estou no ponto de ônibus. Elas são uma aula de mistura de cores, padrões e estampas.

Mas ultimamente uma coisa tem me chamado a atenção.

Aqui em São Paulo está muito, muito calor (alguém por favor avisa a temperatura que o outono chegou) Mesmo com um ventinho bem leve à noitinha não precisa nem de um casaco leve e ainda assim, todos os dias eu vejo montes de meninas (adolescentes e jovens adultas) usando moletons enormes no calor do meio -dia.

Por quê? É óbvio que não pode ser frio, já que o calor é de 32 graus, então por quê?

É nesse momento que eu tento olhar além da roupa e pensar mais um pouquinho. Eu sei que a adolescência é um tempo complicado, em que a gente não entende o próprio corpo.Lembro bem de estar confusa com um corpo de mulher quando eu era tão menina e mais do que isso, lembro da vergonha. Principalmente quando tinha que enfrentar os olhares e comentários nojentos ao sair na rua.

Lembro bem da vergonha porque ainda fico preocupada com o que posso ouvir quando saio na rua com determinada roupa, assim como todas as outras mulheres que eu conheço.

Vejo então essas meninas derretendo encapotadas no calor e só consigo pensar na relação complicada que nós mulheres temos com nossos corpos e com o mundo . Aprendemos a odiar nossos corpos, achar que sempre tem algo errado que precisa ser corrigido e principalmente aprendemos que temos que nos esconder,nos cobrir, porque qualquer violência  que possamos sofrer, qualquer assédio é invariavelmente culpa nossa e principalmente culpa do que vestimos.

Vocês entendem a violência que é uma menina de 14, 15, 20, 25, qualquer idade, morrer de calor o dia inteiro dentro de um moletom enorme porque tem vergonha do próprio corpo ou por medo de ouvir alguma nojeira na rua? Precisamos reforçar pra essas meninas que o corpo delas é delas e é lindo como é. Se sentem calor que usem vestidos, shorts, sainhas, blusas leves, regatas, em qualquer lugar. Precisamos ensinar ás mulheres que elas não precisam de um manto de “invisibilidade” pra se sentirem seguras ao sair na rua!

Eu quero viver em um mundo em que a única razão pra uma menina sair na rua de moletom é porque ela gosta e está com frio.

E que nenhuma mulher precise mais derreter dentro do ônibus.

 

Minhas influências de estilo – 4

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Hoje falamos de outra inspiração de estilo super importante pra mim: a blogueira Nadia Aboulhosn!

A Nádia foi a primeira blogueira plus size que eu comecei a seguir e foi muito importante pra mim,porque me ajudou bastante no processo de amar e respeitar meu próprio corpo. Adoro a maneira como ela se veste e as roupas que ela usa são inspiradoras pra qualquer um, independente do tamanho.

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Como o estilo da Nadia influencia o meu:

  • Na verdade, o estilo dela é bem, bem,diferente do meu, mas adoro essa pegada mais sexy nos looks que ela cria (e que eu estou tentando trazer pro meu dia a dia do meu jeito). A melhor coisa que a Nadia fez pro meu estilo foi a quebra de estigmas e me deixar mais inspirada pra experimentar silhuetas mais justas.

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Minhas influências de estilo -3

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E as mulheres maravilhosas cujo estilo me inspira continuam por aqui! Hoje temos a maravilhosa Florence Welch.

Nem preciso apresentar muito, né? Florence é a vocalista do Florence + The Machine  (que eu amo, amo de paixão) tem um estilo super boho/vintage/hipster comuma carinha de fada de livro vitoriano :).

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Como a Florence influencia meu estilo:

  • Vocês conseguem perceber os fiozinhos de ligação nessas mulheres que eu vou listando aqui? Como a Íris, a Florence mistura muito bem texturas, cores e acessórios e como a Julia, mantém a sensação de conforto. Sempre pontos muito importantes pra mim.
  • A Florence usa mais tons pastéis e metalizados, muitos deles dentro da minha cartela de cores também.
  • O uso de elementos românticos e vintage sem ficar açucarado demais ou parecendo fantasia.
  • Leveza.Peças mais soltinhas no corpo, saias que rodam, pequenos elementos com cara de conto de fadas, mas adulto (amo,amo,amo)
  • Sensualidade mais hippie e menos dominatrix. (Totalmente eu.)
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  • CELEBRITES : Defile Chanel - Pret a Porter Automne Hiver - 10/03/2015
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Minhas inspirações de estilo – 2

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Continuando os posts sobre as minhas inspirações de estilo, hoje temos mais uma mulher maravilhosa que me inspira demais: Júlia Sarr – Jamois.

A Júlia é inglesa,era editora da revista Wonderland e agora é editora – senior de moda da ID. O cabelo é a marca registrada dela e ela ARRASA no street style.

julia2Julia Sarr-Jamois at Chloe

Influências da Júlia no meu estilo:

– O cabelo: Gente,que coisa mais maravilhosa é esse cabelo? Eu sou negra, uso meu cabelo natural também e adoro que ele tenha volume. Ainda não cheguei nesse nível de maravilhosidade, mas chego lá!
– O conforto: Por mais incríveis que sejam os looks da Julia, ela sempre parece absolutamente confortável. As peças não prendem,não tem aperto demais, complicação, tudo passa a sensação de aconchego. Estar confortável sem parecer largada é super vital pra mim.
– Mistura de cores/estampas/texturas: Da mesma forma que a Íris ontem.É um jeito ótimo de manter as coisas interessantes sem precisar comprar muito.
– Vontade de usar roupas mais curtas: essa é uma coisa que ainda não tive coragem de fazer, mas ando morrendo de vontade de usar saias, vestidos e shorts mais curtos e a Júlia é uma ótima inspiração pra fazer isso de forma mais confortável e urbana (que tem muito a ver comigo.)

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